quarta-feira, 4 de julho de 2012

TORNANDO-SE UM GRANDE INVESTIDOR EM AÇÕES - Parte 1

Na vida existem muitas coisas boas, delas, algumas o dinheiro compra e outras nem o homem mais rico do mundo poderia comprar. Este Blog tem o objetivo de tornar as pessoas mais sensíveis à necessidade de cuidar bem de seu patrimônio e, até mesmo, ajudá-las a enriquecer de forma programada e equilibrada. Não é objetivo dele, no entanto, criar nas pessoas uma neurose econômica ou supervalorizar o consumo e o dinheiro em detrimento das outras áreas que regem a vida de uma pessoa.

Meus amigos e leitores, tenho a impressão de que uma boa forma de aprender a ser bom em qualquer área é se inspirando naqueles que vieram antes de nós e desempenharam bem o seu papel. Por exemplo, para você ser muito bom em sua profissão é bem provável que tenha se inspirado em uma ou algumas pessoas que eram muito boas também.

Para mim, uma das fontes de inspiração em relação aos investimentos em ações é Warren Buffett, que por sua vez já se inspirava no lendário Benjamim Graham. Este foi o responsável pela criação da ideia do investimento em valor, ou value investing, que não tem nada a ver com a ideia preconcebida de enriquecer da noite para o dia negociando ações na bolsa de valores, mas de construir riqueza no mercado de ações de forma gradativa, concentrando dinheiro em alguns bons papéis meticulosamente escolhidos.

Apresento a seguir três das caraterísticas desejáveis ao investidor em ações.

 

Bom Vendedor

É interessante que nunca ninguém se preocupa em treinar pessoas para serem bons compradores. Eu, pelo menos, nunca vi um curso chamado “Os segredos para ser um bom comprador”, mas já vi vários do tipo “Seja um vendedor de sucesso”. Talvez porque a “venda” traga em si a ideia de lucro, afinal quem “ganha o dinheiro” na relação compra-venda é o vendedor, recebendo uma comissão e os aplausos da chefia.

Na verdade, para negociar ações é recomendável ser um bom comprador, tanto quanto um bom vendedor. Isso parece retórica, pois se entende que um bom vendedor é naturalmente um bom comprador, pois a mercadoria vendida deve ter sido comprada mais barato que o preço pelo qual foi vendida. Utilizo-me desse artifício, porém, para que fique muito claro, que você precisa comprar barato e vender caro, sempre.

Um amigo oriental que é um excelente negociador um dia sumarizou o que era ser um bom vendedor, dizendo, “quem quer ganhar dinheiro compra por 1 e vende por 2”, já Buffet diz: “nunca tenha medo de pedir demais ao vender e oferecer de menos ao comprar” (p. 14). [1]

Se você desaprova esse princípio, ou não concorda com a volatilidade dos preços das ações no mercado, o melhor que tem a fazer é manter-se afastado dele, ou pode fazer como alguns investidores que compram ações de tempos em tempos, paulatinamente, o que no longo prazo pode-se mostrar uma estratégia de ganho sustentável, desde que sejam escolhidas ações de empresas com perspectivas de crescimento.

 

Poder de Decisão

Uma característica que é amplamente defendida para que você se torne um grande investidor é a capacidade de decidir. No livro “O Tao de Warren Buffett” existe uma miscelânea de máximas proferidas por esse megainvestidor do mundo ocidental. Uma que muito me chamou a atenção: “Se você não comete erros, não pode tomar decisões” (p. 122) [1]. Em outras palavras, aqueles que tem medo de errar ou postergam decisões importantes acabam sendo presas fáceis para o mercado.

Decidir é essencial na vida comum de qualquer pessoa. No mercado de ações as decisões são a base da sua construção de capital. A menos que você tenha alguém de total confiança administrando seus investimentos, terá que tomar decisões importantes como, quais ações tirar e quais incluir na sua carteira; se venderá ou comprará mais de uma determinada ação devido à baixa do mercado; se mudará de corretora de valores para obter mais vantagens etc.

O problema não é errar, mas errar e permanecer empacado, sem dar o próximo passo, sem tomar a próxima decisão. Não estou dizendo que se você comprou uma ação ruim e o preço dela caiu, deve vendê-la imediatamente. Muito pelo contrário, essa é uma decisão que deve ser exclusivamente sua. Eu mesmo tenho uma ação em minha carteira que se pudesse, me livraria dela, mas acho que permanecerei com ela por um longo tempo (por decisão e não por omissão).

O importante em relação aos erros é não se concentrar neles. Preste atenção nos erros dos outros e tente aprender com eles, da mesma forma preste atenção aos acertos e tente aprendê-los também. Não fique voltando ao “leite derramado” e se perguntando porquê vendeu a ação se ela continuou a subir de preço, ou porque não a vendeu ante do preço ter despencado... Lembre-se,  o que passou, passou.

O que importa é o “de agora em diante”. Ficar se punindo por uma decisão que se mostrou infrutífera não leva a nada. Use os seus erros ao seu favor, evitando cometer o mesmo erro duas vezes. Lembre-se que mesmo os investidores mais experientes cometem erros, mas nos livros e, principalmente, nos círculos de conversas entre amigos só se falam sobre as glórias e os acertos. Mas sou enfático em dizer que todos vão errar, pois o mercado é imprevisível e para mim isso só passou a fazer sentido agora, após mais de um ano negociando na bolsa de valores.

 

Humildade

Alguém já disse um dia que a soberba precede a queda, sei que algo semelhante está escrito na Bíblia, acho que no livro de Provérbios...

Ao falar em humildade geralmente se pensa naquela pessoa subserviente, sem iniciativa, sem opinião, e que está constantemente a depender de alguém ou da decisão de outras pessoas. Na verdade, isso nada tem a ver com a verdadeira humildade. A humildade representa para os investidores aquilo que poderá fazer uma grande diferença no longo prazo, pois os soberbos vão perder muito dinheiro, na medida em que sua ansiedade e necessidade de autoafirmação com resultados rápidos e precisos serão dificultadores de uma estratégia vencedora em ações.

Lembre-se que quem não erra, geralmente não acerta, pois tem medo de tentar. Com humildade pode-se construir uma meta de investimentos, de forma que os aportes feitos para a construção do patrimônio em ações seja gradativo, constante e bem planejado.

Essa é uma característica de base para um grande investidor, pois ao negociar ações pode-se ter muitas informações que apontam para tendências e expectativas diferentes. A certeza de que uma ação subirá em breve nem sempre se confirma, podendo levar anos para acontecer. Muitos podem pensar que isso seria facilmente resolvido vendendo-as e comprando outras ações. Pessoalmente evito esse movimento, pois o julgo bastante arriscado, uma vez que nunca se sabe exatamente quanto tempo pode levar para que uma ação suba. Temo que alguns investidores percam mais dinheiro do que ganhem com estratégicas desse tipo, afinal, você já começará a nova operação com o débito da operação anterior (que poderá ser irrecuperável).

Ser humilde é importante para admitir suas próprias limitações e reconhecer a potencialidade que possa haver em você e nos outros investidores que você conhece, de forma a aprender com eles.

Foram vistas hoje algumas características recomendáveis para se tornar um investidor de destaque. Termino com mais algumas palavras de Buffet: “Nunca olhamos para trás. Achamos que há tanto para ver à frente que não faz sentido pensar no que poderíamos ter feito. Simplesmente não faz nenhuma diferença. Você só pode viver a vida para a frente” (p. 120) [1].

No próximo post, continuaremos sobre as características desejáveis ao investidor de sucesso.

Saudações e Bons Investimentos!



Referências:

[1]
M. BUFFETT e D. CLARK, O Tao de Warren Buffett, Rio de Janeiro: Sextante, 2007.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

VALOR ECONÔMICO - Excesso de categorias reflete preocupação com investidor

Excesso de categorias reflete preocupação com investidor (Matéria do Valor Econômico, 09/05/2012)

Classificação das carteiras de acordo com os ativos busca transparência, mas atende mais às necessidades dos gestores de recursos. Por Flávia Lima, São Paulo.
Regis Filho/Valor / Regis Filho/Valor 
O investidor Daniel Fonteles: "Parece que o investidor precisa ser um pequeno 'expert' para poder escolher o fundo apropriado, o que não é exatamente verdade".



A extensa e detalhada classificação de fundos feita pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) atende principalmente ao gestor, diz Ricardo Humberto Rocha, professor de finanças da Fundação Instituto de Administração (FIA).

"Ela [a classificação] diz o que significa estar naquele fundo em termos de ativos e de riscos corridos pelo gestor e isso é importante porque seria um elemento de controle, de auditoria, de autorregulação da própria Anbima", afirma Rocha, admitindo que o problema envolve o investidor pessoa física, que ainda está num processo de aprendizado.

Para Rocha, mesmo atendendo sobretudo o gestor, o sistema, no fim das contas, visa proteger o pequeno investidor. "Mesmo que se faça uma revisão na classificação dos fundos, sempre a primeira abordagem vai parecer meio sofisticada. E, de fato, é mesmo, não é um produto trivial", diz.

O gerente de produtos da Western Asset, Marcelo Guterman, também entende que a ideia dos representantes da indústria - desde a primeira tentativa de classificação - é tornar o investimento o mais transparente possível ao investidor. "A classificação atual pode não ajudar, mas eu não acho que atrapalhe. É como bula de remédio, com aquelas coisas todas escritas. Não ajuda, mas eu tomo o remédio", diz o gerente da Western Asset.

Guterman avalia, no entanto, que a preocupação com a transparência acabou levando o autorregulador ao detalhamento extremo. "Notou-se, por exemplo, que alguns multimercados da categoria 'long and short' [fundo que monta posições compradas e vendidas em bolsa] tinham posição ativa em bolsa e outros não e logo pensaram em avisar o investidor desta diferença, criando uma categoria 'direcional' e outra 'neutra'", afirma.

A sopa de letrinhas - e a dificuldade de explicá-la - dá uma noção de que as intenções positivas no sentido de dar mais transparência à indústria nem sempre se traduzem em uma melhor compreensão dos produtos pelo investidor. Que o diga o psicólogo Daniel Fonteles. Embora afirme que a profusão de categorias de fundos não atrapalhe suas decisões de investimento, pois sempre optou por avaliar diretamente os prospectos dos fundos, o investidor de 35 anos diz que a experiência para muitos é diferente.

Em conversas com amigos e familiares com recursos em fundos, ele chegou à conclusão que a classificação atual serve mais como uma barreira ao investidor leigo do que propriamente como um mecanismo de esclarecimento. "Parece que o investidor precisa ser um pequeno 'expert' para poder escolher o fundo apropriado as suas necessidades, o que não é exatamente verdade".

Nos longos debates que tem especialmente com o cunhado sobre o universo dos fundos, Fonteles diz que sai com a impressão de que o excesso de informações traz uma maior dificuldade ao investidor no momento de decidir para onde vai o seu dinheiro. "É um cuidado, mas que pode acabar confundindo".

Para Rocha, da FIA, a saída para tudo isso é investir em um ativo diferente: a educação. "Vejo alguns anos para que o investidor de varejo tenha uma melhor compreensão sobre investimentos, embora existam exceções, como o público mais jovem, que tem mais curiosidade", diz.

Guterman, da Western Asset, concorda. "Talvez o sistema de classificação possa se sofisticar à medida que o tempo for passando e não tentar fazer tudo de uma vez", conclui.

Link para a matéria original:

domingo, 29 de abril de 2012

ESCOLHER UMA CORRETORA DE VALORES - Uma Decisão Importante

Acredito que a escolha de uma boa corretora de valores seja um passo essencial para que os planos de ganhar dinheiro na bolsa de valores se concretizem, sobretudo, quando nos referimos ao pequeno investidor. Digo isso, pois existem hoje 1 centena de corretoras cadastradas junto à Bolsa de Valores no mercado brasileiro, o que poderá dificultar a decisão ante tantas possibilidades. Será necessário gastar algum tempo analisando as possibilidades, afinal, isso poderá significar menos taxas pagar e mais dinheiro para comprar ações!


O QUE É UMA CORRETORA DE VALORES MOBILIÁRIOS?

Partamos da palavra “corretor”, pois todos conhecemos ou já ouvimos falar em um “corretor de imóveis”. Os corretores de imóveis são aqueles profissionais que intermedeiam a compra e venda de imóveis (casas, apartamentos, salas comerciais etc.) e, em troca disso, recebem uma comissão pelo seu trabalho de facilitar esse processo. Pois bem, uma corretora de valores mobiliários faz algo semelhante, tratando-se, porém, de uma instituição que lhe representa na bolsa de valores para negociar ações perante uma ordem de compra ou venda de seu cliente (que é você). Todas as corretoras de valores são fiscalizadas pela CVM, Banco Central e listadas na BM&F BOVESPA.


EM BUSCA DE UMA CORRETORA DE VALORES – O PRIMEIRO PASSO...

Lembro que na época em que passei por isso tentei ser o mais racional possível. A minha primeira opção seria a do banco Santander, por acreditar que seria mais seguro lidar diretamente com uma corretora de um banco onde eu tivesse conta, afinal, soava “mais correto”. No entanto, quando verifiquei quanto me custaria manter uma conta na corretora do banco quase desisto de investir em ações, pois as taxas eram absurdamente altas. Essa é uma realidade que ocorre em algumas, senão muitas corretoras de bancos de varejo.

Depois disso passei a pesquisar na internet “rankings de corretoras de valores”. Tenho que admitir que sempre fui muito desconfiado dessas indicações prontas – sempre acho que alguém pagou para sair no topo da lista – mas eu precisava ter algum ponto de partida, visto não entender muito do assunto. Minha primeira luz foi um amigo que já investia, só que como ele era muito rico, mantinha duas contas em corretoras de bancos, sendo uma no Itaú e outra no Bradesco, coisa que para mim seria extremamente desvantajoso pelo excesso de taxas que haveria de pagar.

Deparei-me, então, com um ranking promovido pelo portal Infomoney, constatando que alguns daqueles nomes de corretoras já me eram conhecidos, pois muitos costumavam aparecer no UOL Economia quando mensalmente divulgavam as carteiras de ações sugeridas. Isso me fez sentir que estava no caminho certo. Depois visitei os sites de cada uma delas para verificar as taxas praticadas. Nesse momento, é importante também ligar para a corretora e se certificar que as informações do site estão atualizadas, a fim de evitar surpresas desagradáveis após a contratação do serviço. Levantei, também, informações sobre os serviços oferecidos por cada uma delas e me de que seria uma corretora indicada para iniciantes ou pequenos investidores, já que existem corretoras com vários perfis de clientes.


A DÚVIDA – MAIS PERTO DA DECISÃO

Fiquei na dúvida entre duas, sendo ambas com corretagens fixas, ou seja, independentemente do volume de dinheiro envolvido na operação de compra ou venda de ações o preço seria sempre o mesmo. Uma delas tinha corretagem mais barata (5,90) e a outra uma corretagem mais cara (16,90). Mas parecia óbvio que a minha escolha seria a primeira, na época, a ICAP, já que a corretagem era “tão barata”. De fato era uma corretagem com preço invejável, mas ao navegar pelo site e ver que ela cobrava manutenção de conta caso você não fizesse nenhuma operação no mês (6,90) e, ainda, cobrava pela custódia das ações, pensei melhor... Como eu tinha somente o capital inicial e não iria operar constantemente, mas apenas executar as ordens das compras iniciais e segurar as ações no longo prazo (até hoje estou com elas), acabaria pagando a manutenção de conta na ICAP todos os meses, assim como a taxa de custódia. Eu gastaria, portanto, mais ou menos uns 15,80 para fazer apenas uma operação no mês, pagando uns 10,00 para manter a conta (sem operar), o que daria em um ano aproximadamente 155 reais[i].

Na outra, que era a Spinelli, a corretagem fixa era 16,90, só que não havia cobrança de manutenção de conta e nem de custódia. Aí foi a grande jogada para mim, pois não iria negociar mais que 6 vezes ao ano, o que iria me custar em um ano aproximadamente 102 reais. Portanto, uma diferença de uns 50 reias. Como estava aplicando um volume pequeno de dinheiro, considerei que “cada centavo poderia fazer uma grande diferença no longo prazo”.

Acredito, portanto, que você deva observar, primeiramente, os custos totais de manutenção da conta na corretora e não apenas a corretagem, como é comum acontecer. Verifique o que a corretora lhe oferece, algumas oferecem análises gráficas e fundamentalistas (relatórios), cursos gratuitos, home brokers mais detalhados, negociações via smartphone, negociações via mesa de operações com o mesmo preço da corretagem da negociação via home broker, auxílio na preparação do imposto de renda, fundos de investimento oferecidos pela corretora, operações no Tesouro Direto... enfim, uma infinidade de produtos interessantes. Cabe a você, portanto, decidir quais lhe serão realmente úteis e, a partir daí, buscar o melhor custo/benefício.

Não posso dizer que existem excelentes e péssimas corretoras, pois apenas experimentei uma até esta data, com a qual estou satisfeito, que é a Spinelli. No geral, todas as corretoras fazem a mesma coisa, penso que a maior diferença deva ocorrer na qualidade do atendimento prestado, sobretudo, ao investidor iniciante que precise tirar várias dúvidas por telefone ou precise de alguém para gerenciar sua carteira de ações por não entender bem do assunto.


O QUE É NECESSÁRIO PARA ABRIR UMA CONTA NUMA CORRETORA DE VALORES?

Primeiro, ser maior de idade (18 anos), ter uma conta bancária no Brasil em seu nome, cópias de documento de identidade, CPF (muitas identidades hoje já contêm o CPF) e comprovante de residência. Geralmente você tem a possibilidade de enviar tudo digitalizado para o e-mail da corretora, juntamente com o cadastro preenchido e assinado (que você imprime do site da corretora). A outra forma de fazer isso é juntar todos esses documentos e enviar pelo correio, o que demorará um pouco mais... Eu fiz pelo e-mail e fui surpreendido por um spam poucos dias depois que citava meu nome completo e CPF, afirmando que eu acessasse um link para validar alguma coisa – que foi sumariamente apagado da caixa de mensagens. Talvez a postagem da documentação pelo correio seja um pouco mais segura, visto que na rede há grande roubo de informações que transitam em e-mails.

Logo abaixo cito os nomes de todas as corretoras de valores listadas na BM&F BOVESPA na data de 30/03/2012. As comparações que fiz na escrita do texto remontam à minha experiência de investidor. Não pretendo com isso direcioná-lo em sua decisão, mas tão somente informá-lo, para que possa começar a sua própria jornada em busca da corretora ideal! Até porque consultei o site da ICAP e, no momento, eles parecem ter uma proposta mais interessante do que antes. Vale a pena fazer uma busca de corretoras pela ferramenta disponível no site da BM&F BOVESPA, é uma boa forma de chegar a uma lista para fazer comparações e chegar, finalmente, à que melhor lhe sirva.

Lembre-se, portanto, de conversar com investidores que você conhece e saber sobre as corretoras que utilizam. Busque informações em revistas especializadas, sites e portais de economia e pague somente pelos serviços que realmente irá utilizar. Assim, sobrará mais dinheiro para você comprar mais ações e ficar mais rico!

Bons investimentos!


CORRETORAS CADASTRADAS NA BOVESPA (30/03/12)


1.       AGORA CTVM S.A.
2.       ALFA CCVM S.A.
3.       ALPES CCTVM S.A.
4.       AMARIL FRANKLIN CTV LTDA.
5.       ATIVA S.A. CTCV
6.       BANIF CVC S.A.
7.       BANRISUL S.A. CVMC
8.       BARCLAYS CTVM S/A
9.       BBM CCVM S.A.
10.    BES SECURITIES DO BRASIL CCVM
11.    BRADESCO S.A. CTVM
12.    BRASCAN S.A. CTV
13.    BTG PACTUAL
14.    BTG PACTUAL
15.    BTG PACTUAL CTVM S.A.
16.    CITIBANK DTVM S.A.
17.    CITIGROUP GMB CCTVM S.A.
18.    CITIGROUP GMB CCTVM S.A.
19.    CM CAPITAL MARKETS CCTVM LTDA.
20.    CODEPE CV S.A.
21.    COINVALORES CCVM LTDA.
22.    CONCORDIA S.A. CVMCC
23.    CONVENÇÃO S.A. CVC
24.    CORRETORA GERAL DE VC LTDA.
25.    CORRETORA SOUZA BARROS CT S.A.
26.    CORVAL CVM S.A.
27.    CREDIT SUISSE BRASIL S.A. CTVM
28.    CRUZEIRO DO SUL S.A. CVM
29.    CS HEDGING-GRIFFO CV S.A.
30.    DEUTSCHE BANK CV S.A.
31.    DIBRAN DTVM
32.    DIFERENCIAL CTVM S.A.
33.    DISTRIBUIDORA INTERCAP
34.    ELITE CCVM LTDA.
35.    ESC. LEROSA S.A. CV
36.    ESCRITORIO RUY LAGE SCT LTDA.
37.    FATOR S.A. CV
38.    FLOW CCTVM
39.    FUTURA CCM
40.    FUTURA COMMODITIES CM LTDA
41.    GBM BRASIL DTVM S/A
42.    GERAÇÃO FUTURO CV S.A.
43.    GERALDO CORREA CVM S.A.
44.    GOLDMAN SACHS DO BRASIL CTVM
45.    GRADUAL CCTVM S/A
46.    H.COMMCOR DTVM Ltda.
47.    H.H. PICCHIONI S.A. CCVM
48.    HSBC CTVM S.A.
49.    ICAP DO BRASIL CTVM LTDA
50.    INDUSVAL S.A. CTVM
51.    ING CCT S.A.
52.    INTERBOLSA DO BRASIL CCTVM
53.    ITAÚ CV S/A
54.    J. P. MORGAN CCVM S.A.
55.    J. SAFRA CVC LTDA.
56.    LINK S.A. CCTVM
57.    LIQUIDEZ DTVM LTDA
58.    MAGLIANO S.A. CCVM
59.    MAXIMA S/A CTVM
60.    MERC. DO BRASIL COR. S.A. CTVM
61.    MERRILL LYNCH S/A CTVM
62.    MIRAE ASSET SECURITIES BRASIL
63.    MORGAN STANLEY CTVM S.A.
64.    MUNDINVEST S.A. CCVM
65.    NOVA FUTURA DTVM LTDA
66.    NOVINVEST CVM LTDA.
67.    OCTO CTVM S/A
68.    OLIVEIRA FRANCO SCVC LTDA.
69.    OMAR CAMARGO CCV LTDA.
70.    PAX CVC S/A
71.    PETRA PERSONAL TRADER CTVM S.A
72.    PILLA CVMC LTDA.
73.    PIONEER CM E FUTUROS
74.    PIONEER CMF LTDA.
75.    PLANNER CV S.A
76.    PRIME S.A. CCV
77.    PROSPER APLICAÇÃO CMF LTDA.
78.    PROSPER S.A. CVC
79.    RENASCENÇA DTVM LTDA
80.    SANTANDER CCVM S/A
81.    SCHAHIN CCVM S.A.
82.    SENSO CCVM S.A.
83.    SITA SCCVM S.A.
84.    SLW CVC LTDA.
85.    SOCOPA SC PAULISTA S.A.
86.    SOLIDEZ CCTVM LTDA.
87.    SOLIDUS S.A. CCVM
88.    SPINELLI S.A. CVMC
89.    TALARICO CCTM LTDA.
90.    TENDENCIA CCTVM LTDA.
91.    TERRA INVESTIMENTOS CM S.A.
92.    TERRA INVESTIMENTOS CM S.A.
93.    TÍTULO CORRETORA DE VALORES SA
94.    TOV CCTVM LTDA.
95.    UM INVESTIMENTOS S.A. CTVM
96.    UNIBANCO INVESTSHOP CVMC S.A.
97.    UNILETRA CCTVM S.A.
98.    VOTORANTIM CTVM LTDA
99.    WALPIRES S.A. CCTVM
100.    XP INVESTIMENTOS CCTVM S.A.



Notas:

[i] Sem incluir as taxas de emolumentos cobradas pela bolsa em cada negociação, que geralmente são da ordem de centavos.


Links interessantes:





Próximo post será "Tornando-se um grande investidor" e estará disponível em 01/06/2012.


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sábado, 31 de março de 2012

A RAIZ DE TODOS OS MALES

"Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores." (grifo meu)¹


“Ô menino, vá lavar as mãos! Dinheiro é sujo, você não sabia...?” - “Olhe para os herdeiros e veja como brigam que nem leões por um pedaço de carne. Se não fosse a herança, já teriam se entendido.” – “O melhor mesmo é ter paz interior e não se preocupar com dinheiro...” – “Melhor ter pouco dinheiro e ser feliz, que muito e ser infeliz.” – “Sinto-me mal por ter tanto e tantos não terem nada...” – “Dinheiro não compra felicidade...” – “Se você gostar de gastar nunca vai ter nada na sua vida!” – “Dinheiro não é o mais importante, o mais importante é o amor.” – “Mais dinheiro só lhe trará mais preocupação...”

O que será que essas frases têm em comum? Pare e pense por um instante... todas refletem uma realidade vivida repetidas vezes por muitos de nós na medida em que lidamos ou falamos de dinheiro. Ouvimos que ele não compra a felicidade ou que é menos importante que o amor e até concordamos. Mas vale dizer que a felicidade, o amor e o dinheiro são entidades completamente diferentes em natureza, embora possam se complementar mutuamente. É interessante que muitos falam que o dinheiro aprisiona, já que vivemos num mundo onde se precisa cada vez mais tê-lo para satisfazer à necessidade de “ser”, que na lógica capitalista se traduz em “ter”.

Muitas vezes ouvimos dizer que o dinheiro pode trazer maldições, ouvimos sobre casos de pessoas que ganharam na loto e foram assassinadas... ou que voltaram a ser pobres após um curto período de bonança. Isso nos assusta e nos faz pensar que é melhor passar longe do dinheiro, afinal, comumente se morre por ele.

O grande problema é que nos deparamos com necessidades reais de dinheiro quando chega a vida adulta, de sorte que, ou o temos e pagamos as contas em dia, ou não o temos, tornando-nos devedores. Aí sim, vivemos um pesadelo por não dispor dele... por não termos o “tão mal falado dinheiro”.

Se o dinheiro realmente é ruim, porque será que ele vem em forma de pagamento pelo trabalho de alguém? Você trocaria sua preciosa energia de trabalho por algo que não valesse à pena de jeito nenhum? (Pense um pouco...) – Nem eu. Afinal, de que valeria trabalhar para se ter algo ruim em troca.

Talvez você já tenha compreendido aonde pretendo chegar. Falamos mal de dinheiro de forma corriqueira, mas precisamos dele para comer, para beber, para nos mantermos sãos, para construirmos casas, apartamentos, hospitais, escolas, igrejas (e até mesmo para manter partidos políticos, que controverso, não?). Mas você pode dizer que ele também aprisiona pessoas em trabalho escravo, favorece o crescimento dos prostíbulos com menores, financia o tráfico de drogas (para se ganhar mais dinheiro sujo) e está ligado aos figurões mais corruptos de nosso país. Tudo isso é verdade, mas não muda o fato que em nossa sociedade, sem dinheiro é bem difícil de viver ou de realizar qualquer coisa que seja.

Outro dia fui passear no Jardim Botânico, que é público, sabe o que aconteceu? Precisei pagar para entrar (num lugar público, acredita?). Fui estacionar o carro, sabe o que aconteceu? Precisei pagar para deixar meu carro dentro de um local público novamente... Vejam como precisamos do famigerado dinheiro para viver... Sim, pois já se passou o tempo em que se faziam trocas (escambo) no ocidente. Hoje paga-se com a moeda corrente do país, com cartões de crédito, débito, cheques etc.

Sabe o que mais? Quando você se aposentar não vai querer ficar dependendo dos seus filhos. Pois bem, para que isso aconteça é melhor que você se programe desde já, afinal, podemos estar vivendo o presente sem pensar no futuro. Mas você pode dizer que irá para o céu quando morrer (acho isso muito legal e torço para que aconteça), mas enquanto esse dia não chegar (e não sabemos a hora e nem a data, há menos que você se mate) você precisará continuar comprando comida no supermercado, pagando as contas de luz, comprando roupas, calçados, pagando para ter um carro ou para que lhe transportem num taxi ou ônibus... Enfim, até partirmos dessa vida (ocidental e capitalista) precisaremos usar o tal dinheiro, que é sujo, que é pagão, que é a razão da destruição de famílias, colocando irmão contra irmão, que compra e distribui drogas, que é comumente desviado dos cofres públicos para fins escusos, mas que no final, ainda poderá nos pagar um enterro minimamente digno.

Como escapar dessa sina? Não sei. O fato é que “trabalharei para tê-lo a fim de nunca precisá-lo”. Claro que vou usá-lo e procurarei sempre ajudar as pessoas que dele precisando cruzarem o meu caminho, mas manterei a clarividência de que não é o ele quem mata, não é ele quem destrói famílias, não é ele quem inventa novas, mais potentes e viciantes drogas e nem é ele sinônimo de desgraça. Falamos, na verdade, das intenções humanas mais íntimas, aquelas que partem do coração (ou do inconsciente freudiano) e que contaminam o caráter, gerando um mundo menos justo e mais desigual, menos humano e mais material. Essas sim, são as verdadeiras causas das desgraças e imoralidades praticadas por aqueles que amam mais o dinheiro do que as pessoas e, até mesmo, a própria vida.

Se entendemos que o dinheiro hoje representa as riquezas materiais de alguém, a própria Bíblia diz que Deus é dono da prata e do ouro². Ora, a prata e ouro desde os tempos remotos têm sido tratados como tesouro e se Deus tem essas riquezas, é porque elas devem ser boas e não más, já que nEle não poderia haver maldade.

O fato de o dinheiro ser o principal culpado, pode ser explicado. É sempre mais fácil deslocarmos o problema para algo exterior a nós mesmos, projetando sobre este fator externo as nossas próprias motivações ou conflitos, mecanismo que Freud chamou de projeção. Ou seja, se projeto no dinheiro o caráter de mau, automaticamente eximo-me da responsabilidade atrelada ao caráter de ser mau. Talvez, por isso, tenhamos essa dificuldade de pensar sobre nossos próprios atos e quem somos de fato.

Acredito que o dinheiro é semelhante à política, ou seja, em essência não é bom, nem mau, mas sempre poderá adquirir diferentes significados a partir da ação exercida por quem o tem. O uso que se faz dele pode construir significados diversos para quem o gasta, para que se beneficia dele e para quem observa “o fenômeno do capital”.

Antes de terminar, quero deixar-lhe uma última reflexão. Gosto de pensar que cada um de nós é especial e está no mundo para uma missão única e intransferível, não apenas para existir. Portanto, exista com vontade, com intensidade. Inspire, sinta o ar preencher seus pulmões... sinta-se vivo, viva. Busque por seus sonhos como quem busca água num dia quente, pois lhe ajudarão a caminhar e a gastar o seu dinheiro com o que realmente valha a pena.

________________
Notas:
¹ I Timóteo 6:9-10
² Ageu 2:8

Próximo post, em 01/05/2012, abordará "A escolha de uma corretora de valores - uma decisão importante".


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quinta-feira, 1 de março de 2012

Poupar para Alcançar um Sonho!

Em tempos de mudanças tão rápidas tanto na economia, como na sociedade, na tecnologia etc. parecemos estar sempre correndo atrás da novidade e querendo deixar o velho para trás... Não que isso seja necessariamente ruim, mas até que ponto é positivo, ou melhor, necessário? Não sei a resposta para essa pergunta, por isso a deixarei assim, no ar, para quem quiser respondê-la.

Outro dia, ao conversar com André que havia acabado de quitar seu apartamento, ele me falou que já estava pensando no futuro e que gostaria de começar a pagar um apartamento na planta, pois no futuro precisaria de um maior para morar com a família. André é recém casado e sem filhos e também um felizardo por ter uma bela esposa e um apartamento novo e totalmente quitado assim que casaram. Ele veio me perguntar o que eu achava dele comprar um novo apartamento no momento... E Qual foi a minha resposta?

Se ele não fosse meu amigo não me preocuparia tanto em dar um bom conselho, mas a realidade é outra, indiquei, portanto, que ele não comprasse um novo apartamento. Ele ficou a me olhar, tentando entender o que eu queria dizer com isso. Então expliquei que, no momento, ele e a esposa não tinham dívidas e moravam num apartamento quitado - e ele concordando e balançando a cabeça - portanto, era o momento ideal para que eles juntassem dinheiro para a compra desse sonhado apartamento maior para daqui a uns anos, já que não pensavam em ter um filho de imediato, o que poderia significar a real necessidade de um apartamento maior. Ele ficou pensativo por unsinstantes, balançou novamente a cabeça e pareceu concordar com meu conselho. Continuei, esse é o momento ideal, que tantas pessoas buscam para poder programar a compra futura de um sonho de consumo. Mas você pode pensar que o apartamento é uma necessidade de moradia, mas também não deixa de ser um desejo do coração de seu comprador, portanto, um sonho.

Calculo que ele e a esposa devam juntos ganhar uns 12.000 reais, líquidos. Acredito que entre as possíveis despesas que tenham para se manter, morar, manter um carro etc. Deva ficar em torno dos 8.000 reais. Temos, então, uma possibilidade de um aporte mensal total de 4.000 reais para serem economizados para compra do sonhado apartamento. Sem falar que devemos contar com o fato de que em alguns anos poderão estar ganhando mais, pois a esposa terá crescido na profissão e ele também (pois são jovens). Mas você pode me dizer que é duro guardar "tudo que sobrar" só para comprar uma coisa. OK, já que ele dispõe de 4.000 reias, vamos deixar 500 reias para gastos eventuais ou extras de qualquer natureza e vamos contar efetivamente com 3.500 reais.

Inicialmente vou considerar que ele use a poupança para depositar 3.500 reias mensais, por 8 anos seguidos, para chegarmos ao preço do apartamento, que é 460.000 reais


Valor que deseja acumular (G)
R$
Taxa de Juro ao Ano (B)
%
Taxa de Juro ao Mês (C)
%
Prazo em anos (D)


Prazo em meses (E)


Fator de Acumulação (F)


Aplicação Mensal (A)
R$

* cálculos feitos com a calculadora do site Como Investir.


Considerando que a poupança renderá anualmente 6,8%, o que dá uma rentabilidade mensal de 0,55%, aplicando na poupança a cada mês exatos 3.650,83 reais (um pouco mais que 3.500,00)  durante 8 anos, ele chegará ao valor do apartamento. Nossa! Quem fez a mágica? Afinal, ele aplicou no total 350.479,68 reias, mas no final ficou com os 460.000 reias! Ou seja, a poupança o "deu" através dos juros + TR, exatos 109.520,32 reais. Como isso ocorreu? Através dos juros sobre juros, chamados tecnicamente de juros compostos, que são aqueles mesmos que fazem a sua fatura do cartão de crédito crescer desmedidamente, caso não seja paga. Só que no caso, ao invés de pagar juros, como pagaria num financiamento, está recebendo juros, o que é maravilhoso!


A VERDADE SOBRE O FINANCIAMENTO DE UM SONHO

Você pode argumentar que o apartamento provavelmente terá aumentado de preço e a inflação terá feito com que 460.000 reais daqui a 8 anos não tenham o mesmo poder de compra. OK, concordo com você, vamos pensar então numa situação mais real... Suponhamos que o apartamento tenha valorizado 8% ao ano, o que não é pouco e dependendo do bairro onde estiver talvez não chegue a isso. Bem, o apartamento estará custando, em 8 anos, 848.668,59 reais. Mas aí você me diz... Não dá para comprar o apartamento. É verdade, pois ficarão faltando 388.668,59 reais. Só que tem um detalhe importante, se ele quiser financiar o valor restante, já terá pago 54,2% do valor total e pelo fato de ter mais de 50% para pagar à vista poderá negociar com o proprietário um desconto, afinal, poucas pessoas terão 460.000 reias para dar de uma vez, de entrada e financiará menos da metade do valor total. Se ele financiar o restante (388.668,59), com 12% de juros ao ano (taxa média cobrada pelos bancos), em mais 7 anos, pagará 487.675,80 reais, com uma parcela de uns 3.800 a 4.000 reias mensais. No final, terá pago ao total 460.000 + 487.675,80 = 947.675,80. Bem mais que os 460.000 reias iniciais... 

Porém, se, pelo contrário, tivesse financiado o apartamento desde o início, sem juntar nada, pagaria o equivalente a 1.140.157,55 reais no total, levando-se em conta um financiamento com os mesmos 12% de juros ao ano, em parcelas fixas de 5.344,46 reais, bem mais que os iniciais 3.650,83 reais que deveriam ser aplicados na poupança e os, aproximadamente, 4.000 reias do restante do financiamento. Para a compra do apartamento em ambos os casos foi considerado um prazo total de 15 anos ou 180 meses. No final das contas, guardando dinheiro na poupança e se programando, o apartamento terá saído 192.481,75 reais mais barato e cá para nós, isso não é pouco dinheiro. Dá para comprar um ou dois carros muito bons, ou para guardar numa aplicação para a compra futura de outro imóvel... UAU, que maravilha! E olha que na simulação, utilizei a poupança, que é uma das opções de aplicação menos rentáveis, apesar de ser bastante segura e isenta do imposto de renda.

Moral da história, quem junta dinheiro recebe juros, quem financia, paga juros. Quem junta, ganha ainda mais, quem não junta, paga ainda mais... Espero que tenha ficado claro o que tentei expor nesse post. Não sou economista, mas psicólogo e digo isso para lhe encorajar a sempre fazer as contas antes de financiar uma compra, lembre-se, quem paga à vista, paga melhor, pois pode pedir desconto.

Junte, aplique, espere e não se arrependa!

Se achou esse post legal ou útil, comente, ficarei feliz em ler seu comentário e respondê-lo.

Bons Investimentos

DF

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Fontes:

http://www.comoinvestir.com.br/financas-pessoais/calculadoras/quanto-poupar/paginas/default.aspx
http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/ferramentas/simulador-poupanca.shtml
https://www3.bcb.gov.br/CALCIDADAO/publico/calcularFinanciamentoPrestacoesFixas.do